Quanto custa um site? O que realmente define o preço
Preço de site não se mede por número de páginas. Veja o que de fato move o valor — e como pedir um orçamento que não vira surpresa depois.
“Quanto custa um site?” é a primeira pergunta de quase todo mundo — e a resposta honesta é: depende do que o site precisa fazer. Não é enrolação. Um site é um projeto sob medida, e o preço acompanha o escopo, não uma tabela fixa. Este texto explica o que move o valor, para você conseguir comparar propostas com critério.
Por que “por página” não faz sentido
O jeito antigo de orçar — tanto por página — engana. Uma “página” de contato com um formulário simples não dá o mesmo trabalho que uma página de produto com variações, cálculo de frete e integração de pagamento. O que custa não é a quantidade de páginas, e sim a complexidade do que cada uma faz.
O que de fato move o preço
Alguns fatores pesam muito mais que o resto:
- O tipo de projeto. Uma landing page de campanha, um site institucional, uma loja virtual e um sistema sob medida são esforços completamente diferentes.
- Quantos modelos únicos de página existem. Vinte páginas que seguem o mesmo layout custam menos que cinco páginas com desenhos distintos.
- Integrações. Pagamento, frete, CRM, agenda, emissão de nota, APIs de terceiros — cada integração é uma engrenagem a mais para construir e testar.
- O conteúdo. Se os textos e imagens já existem e estão prontos, o projeto anda rápido. Se é preciso ajudar a produzir tudo, isso entra no escopo.
- Design sob medida vs. base pronta. Um visual próprio, desenhado para a marca, exige mais do que adaptar um tema comprado — e se paga em diferenciação.
- E-commerce. Loja é sempre mais: catálogo, estoque, meios de pagamento, frete, políticas e treinamento de uso.
Preço baixo demais costuma cobrar depois
É comum encontrar “sites por R$ 500” baseados em temas prontos e construtores genéricos. Eles resolvem para quem precisa só de um cartão de visitas online — e tudo bem. Mas costumam cobrar a diferença mais tarde: mensalidades da plataforma, dificuldade para editar, desempenho fraco, SEO limitado e, no pior caso, um site que não é realmente seu, preso a uma ferramenta que você não controla.
O oposto também existe: orçamentos altos e vagos, sem dizer o que está incluído. Nos dois extremos, o problema é o mesmo — falta de escopo claro.
Como é uma proposta que não vira surpresa
Uma boa proposta deveria caber numa página e responder, sem rodeios:
- O que será entregue (páginas, funcionalidades, integrações).
- O que não está incluído (para não haver mal-entendido depois).
- O cronograma e as etapas de revisão.
- O valor fechado — e não “a partir de”.
- O que acontece depois da entrega: suporte, ajustes, treinamento.
Quando esses cinco pontos estão no papel, o preço deixa de ser um mistério e vira uma decisão informada.
Comece pelo escopo, não pelo orçamento
O caminho mais eficiente não é pedir “um valor” no escuro, e sim descrever o projeto primeiro: o objetivo, o público, as páginas e as funcionalidades. Com isso claro, o valor sai preciso — e você compara propostas pelo que cada uma entrega, não pelo número solto.
É por isso que aqui o ponto de partida é sempre um briefing curto. A partir dele, você recebe um resumo do próprio projeto e uma proposta com prazo e valor fechados. Sem tabela genérica, sem surpresa no meio do caminho.